Lembram que já haviamos publicado este lançamento?
Especial exibido pela Globo apenas uma vez em 1988 sai agora pela EMI.
Extras incluem shows no ‘Globo de Ouro’ e clipe do ‘Fantástico’.
Capa do Album 'Legião Urbana e Paralamas Juntos' (Divulgação)
Tony Ramos admite não conhecer muito, mas confessa estar “descobrindo coisas ótimas no som deles”.
Já Fernando Gabeira elogia a musicalidade e a pesquisa sonora.
Carlos Lombardi, autor da novela “Bebê a Bordo”, destaca o caráter urbano dos grupos.
Mas é Bussunda quem resume tudo com seu humor sarcástico: “Rock and roll é isso: é garra, força, luta!”. Do ator ao humorista, depoimentos de personalidades que despontavam nos anos 80 se costuram a faixas clássicas dos Paralamas do Sucesso e da Legião Urbana, duas bandas que estavam no auge de suas carreiras, no DVD “Legião Urbana e Paralamas Juntos”.
Exibido pela TV Globo apenas uma vez em 1988, o programa sai agora pela EMI, com um CD bônus incluído (R$ 50, em média). O especial dirigido por Jodele Larcher e produzido por Carlos Alberto Sion pode soar um pouco deslocado hoje – duas décadas e muitos cliques de MySpace depois – mas ainda funciona como artigo de interesse para os fãs. Quem não tem urticária só de ver Renato Russo enrolado em seu cachecol de lã cantando “Tédio” ou “Tempo perdido” certamente vai desfrutar de bons momentos. O programa abre com “The song remains the same”, do Led Zeppelin, seguida pelos primeiros acordes de “Purple haze”, de Jimi Hendrix. “Ska”, dos Paralamas, se transforma em “Get back”, dos Beatles. O rock clássico dá as caras e alinhava as referências musicais dos artistas, que terminam cantando “Ainda é cedo”, todos juntos, mas não sem antes emendarem versos de “Jumpin’ Jack Flash”, dos Rolling Stones. “Foram os Paralamas que abriram caminho pra gente”, revela Renato Russo, na introdução de “Depois que o Ilê Passar”, clássico carnavalesco do tradicional bloco de Salvador interpretado por Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone. A performance do trio, aliás, mostra que, se a Legião saía na frente no quesito catarse coletiva (em junho daquele mesmo ano, Renato Russo e companhia levaram 50 mil pessoas ao estádio Mané Garrincha, em Brasília, num evento que terminou com mais de 200 feridos), os Paralamas ganhavam em desempenho musical. A versão enérgica de “Alagados” está aí para quem quiser (re)ver. A maior raridade, segundo consta, é o clipe de “Que país é este” feito especialmente para o “Fantástico”, que faz parte dos extras do DVD, junto com números apresentados no lendário programa “Globo de Ouro” – a exemplo de “Melô do marinheiro” e “Soldados”. Mas o sempre controverso Renato Russo também rende ótimas aspas. “A relação a dois é melhor quando o jogo do poder inexiste” está entre elas.
Atrações do evento foram de Dudu Nobre a O Rappa.
Festa recebeu 10 mil pessoas no último dia em Bangu.
Cerca de 10 mil pessoas estiveram na Praça Guilherme da Silveira, em Bangu, no último dia de Viradão Carioca. A primeira edição do evento, que teve três dias de programação cultural espalhada por diversos pontos do Rio de Janeiro de sexta a domingo (7), reuniu artistas brasileiros das mais diversas vertentes.
Liderada pelo vocalista Falcão, a banda carioca O Rappa foi uma das que mais animaram a plateia do Viradão. O grupo encerrou a festa com um repertório de antigos sucessos e músicas de seu mais recente disco, “7 vezes”. Nem o atraso de uma hora no início do show desanimou os fãs, que se empolgaram com a mistura de rock, reggae e pop cheia de peso e letras engajadas.
Martinho da Vila fez a alegria da velha guarda ao apresentar seus clássicos no mesmo palco. Canções como “Devagar, devagarinho”, ”Canta, canta, minha gente” e “Disritmia” garantiram ao sambista um dos melhores shows do Viradão Carioca.
O cantor Milton Nascimento também fez bonito em Bangu. O integrante do Clube da Esquina emocionou os fãs com ”Encontros e despedidas”, “Caçador de mim”, “Bola de meia, bola de gude”, entre outras.
Na região central, o sambista Dudu Nobre se apresentou no “palco do improviso” com um grupo de samba e um quinteto de jazz. Quem acordou cedo aproveitou a folia no bloco carnavalesco Cordão do Boitatá, na manhã de domingo (7).
Também passaram pelo Viradão Carioca artistas de funk, como o DJ Marlboro e a MC Perlla, de samba – como Beth Carvalho, Mart’nália e Dona Ivone Lara, entre muitos outros - representantes da MPB, como Zélia Duncan e Jorge Mautner, além de artistas jovens, como Marcelo Camelo, e bandas dos anos 80, a exemplo da Blitz.
O problema é o que elas falam que não dá pra agüentar
Nada na cabeça
Personalidade fraca
Tem a feminilidade e a sensualidade de uma vaca
Produzidas com roupinhas da estação
Que viram no anúncio da televisão
Milhões de pessoas transitam pelas ruas, mas conhecemos facilmente esse tipo de perua
Bundinha empinada pra mostrar que é bonita
E a cabeça parafinada pra ficar igual paquita
Lôrabúrra! (4x)
Elas estão em toda parte do meu Rio de Janeiro
E às vezes me interrogo se elas tão no mundo inteiro
À procura de carros
À procura de dinheiro
O lugar dessas cadelas era mesmo no puteiro
Só se preocupam em chamar a atenção
Não pelas idéias, mas pelo burrão
Não pensam em nada
Só querem badalar
Estar na moda tirar onda beber e fumar
Cadelinhas de boate ou ratinhas de praia
Apenas os otários aturam a sua laia
E enquanto o playboy te dá dinheiro e atenção
Eu só saio com você se for pra ser o Ricardão
Lôrabúrra!(4x)
Não eu não sou machista
Exigente talvez
Mas eu quero mulheres inteligentes
Não vocês
Vocês são o mais puro retrato da falsidade
Desculpa amor
Mas eu prefiro mulher de verdade
Você é medíocre e ainda sim orgulhosa
É mole?
Não ta com nada e ta prosa
E o seu jeito forçado de falar é deprimente
Já entendi seu problema
Vocês tão muito carentes
Mas eu só vou te usar
Você não é nada pra mim
(Humm meu amor
Foi bom pra você?)
…Ah deixa eu dormir
Pra que dar atenção pra quem não sabe conversar?
Pra falar sobre o tempo ou sobre como estava o mar? Não
Eu prefiro dormir
Sai daqui
Eu já fui bem claro, mas vou repetir
E pra você me entender vou ser ate mais direto:
Lôrabúrra, cê não passa de mulher-objeto
Lôrabúrra! (4x)
Escravas da moda vocês são todas iguais
Cabelos, sorrisos e gestos artificiais
Idéias banais e como dizem os Racionais:
(Mulheres vulgares
(Uma noite e nada mais)
Lôrabúrra você e vulgar sim
Seus valores são deturpados você é leviana
Pensa que está com tudo, mas se engana em sua frágil cabecinha de porcelana
A sua filosofia é ser bonita e gostosa
Fora disso é uma sebosa tapada e preconceituosa
Seus lindos peitos não merecem respeito
Marionetes alienadas vocês não têm jeito
Eu não sou agressivo
Contundente talvez
O Pensador dá valor às mulheres
Mas não vocês
Vocês são o mais puro retrato da falsidade
Desculpa amor
Mas eu prefiro mulher de verdade
Lôrabúrra! (4x)
É o problema não ta no cabelo
Tá na cabeça
Não se esqueça
Nem todas são sócias da farmácia (Lorácia)
Tem muita Lôrabúrra de cabelo preto e castanho por aí
É… Lôrabúrra morena, ruiva, preta…
Lôrabúrra careca
E tem a Lôrabúrra natural também (Loraça belzebúrra)
Cada Lôrabúrra é de um jeito, mas todas são iguais
Cê ta me entendendo?
(Eu gosto é de mulher)
Lôrabúrra!(4x)
Resenha
Alexssandra Caroline Enderle Mezzomo
Gabriel Contino ou Gabriel o Pensador, é intitulado um dos melhores rapers do país. Um grande cantor e compositor que obteve seu sucesso através das letras críticas que sempre escreveu. Gabriel expressa em suas músicas a revolta de toda uma nação com a situação social e moral do Brasil.
Porém mesmo sendo tudo que já citei acima, abusou terrivelmente de sua posição de “crítico musical” quando escreveu “Lôra Burra”. O que confesso não me agradou nem um pouco. Gabriel generalizou seu ponto de vista em relação às mulheres, na letra de tal música, onde cita que todas as loiras são completamente ignorantes e “quando abrem a boca… Humm que tristeza!”. Gabriel ao escrever esta música perdeu completamente o sentido. Ele deve ter sofrido muito por um ser oxigenado para tirar essa conclusão a respeito da cor do cabelo de uma pessoa.
E ao comparar uma pessoa de personalidade fraca com um animal no trecho, “Nada na cabeça. Personalidade fraca. Tem a feminilidade e a sensualidade de uma vaca”. Dizendo com palavras horríveis que as loiras em geral agem assim, ele se deixa cair completamente no conceito das “Lôras” que curtem o seu som. A forma que ele usa para descrever essas mulheres é completamente abusiva, os termos utilizados na música serviriam muito bem para um “puta processo judicial”, falando no linguajar dele.
Ele rotula todas as loiras como garotas propaganda, ou dançarinas de puteiro, que andam sempre com tudo na moda e pensando em gasolina e dinheiro vivo, sem parar para pensar que geralmente essas “lôras” são aquelas morenas ou ruivas sem cérebro que passam uma tinta vagabunda no cabelo e acham que ficam lindas. Provavelmente considerou muito mais simples falar de loiras em geral e queimar o filme de todas, perante uma sociedade que ele mesmo julga em várias de suas letras, inconseqüente e desigual. Cansou de escrever letras para gritar Brasil a fora, pregando igualdade de direitos e menos preconceitos, e de repente com apenas uma música derruba tudo o que disse antes agindo como o cara mais preconceituoso e ignorante de todos.
Gabriel deve sinceramente adorar freqüentar casas noturnas e suas garotas preferidas devem ser as loiras, afinal soube muito bem descrever a reação das mesmas nesta letra. Além da música sugiro ainda o clip da mesma, para que vejam o que realmente o garotão “bem instruído” sobre problemas sociais e morais quis dizer na expressão “Lôra Burra”.
No trecho a seguir ele insiste em ressaltar seu ponto de vista sobre a burrice das loiras, dizendo que elas são o retrato da falsidade, e as desconsiderando como verdadeiras mulheres. “Não eu não sou machista, exigente talvez. Mas eu quero mulheres inteligentes. Não vocês. Vocês são o mais puro retrato da falsidade. Desculpa amor. Mas eu prefiro mulher de verdade”. Gabriel me deixa bastante intrigada em relação a essas colocações, as quais afirma, com tanta certeza, destacando com freqüência que loiras não podem ser consideradas mulheres, mas se casualmente forem, serão consideradas mulheres objeto. Você usa, na cama ou em qualquer lugar que preferir, pois seu ponto de vista me parece ser esse, e depois simplesmente as despreza.
Mais uma vez deixa bem claro que suas “lôras” não prestam que são levianas e se preocupam apenas com a beleza exterior, a qual, segundo o “moço contundente”, para elas é a que importa, pois é a única que coisa que têm de útil em si. Logo depois de todas essas afirmações absurdas ele ainda tem coragem de dizer que “O Pensador dá valor às mulheres”. Como é que depois de tanta asneira ele ainda tem coragem de se titular de “O Pensador”, finalizando sua “grande junção de preconceito e ignorância, com o seguinte relato.”
“É o problema não ta no cabelo
Tá na cabeça
Não se esqueça
Nem todas são sócias da farmácia (Lorácia)
Tem muita Lôrabúrra de cabelo preto e castanho por aí
É… Lôrabúrra morena, ruiva, preta…
Lôrabúrra careca
E tem a Lôrabúrra natural também (Loraça belzebúrra)
Cada Lôrabúrra é de um jeito, mas todas são iguais
Cê ta me entendendo?
(Eu gosto é de mulher)”
E agora, pensar o que de “Gabriel o Pensador”? Que ele é o cara mais intelectual desse país e que realmente é um dos melhores rapers, como foi citado no início disso tudo. No meu conceito não é mais. De nada adianta ter um bom berço e uma excelente oportunidade de expor suas idéias, se elas se contradizem e são tão mesquinhas quanto às citadas nessa coisa ridícula, que ele teve coragem de chamar de música e divulgar publicamente.
Com isso ele apenas demonstrou sua revolta contra o sexo oposto, que no último trecho ficou bem clara, afinal, depois de tantos “adjetivos” que ele deu as mulheres, encerrou sua música dizendo que sua repugnância não é só contra as loiras e sim contra toda a parte feminina que cerca sua vida. Daí que cada um tire suas conclusões sobre qual foi realmente a intenção desse ser ao desprezar tanto as loiras e fazendo tal desfeche.
Num belo exemplo de recuperação do valioso acervo musical que descansa nos arquivos da Rede Globo, este pacote com DVD e CD traz o especial que uniu Legião Urbana e Paralamas do Sucesso em 1988. Tudo isso com os bônus de apresentações das duas bandas no extinto programa Globo de Ouro e as faixas em áudio no disco extra.
O mais interessante nas 13 faixas do especial é o registro de duas das mais importantes bandas do rock nacional nos anos 80, numa fase em que já haviam atingido certa maturidade, mas ainda estavam no auge do vigor e energia.
Aliando adrenalina extra ao suingue e destreza instrumental incomparáveis entre seus contemporâneos, os Paralamas fazem bonito. Além de sucessos obrigatórios como “Alagados” e “Meu Erro”, se dão bem ao trazer o dancehall jamaicano à Bahia em sua versão de “Depois Que o Ilê Passar”, do bloco Ilê Aiyê.
Mas quem se beneficia mais com este DVD é a memória da Legião Urbana. Muito associada hoje às rodas de violão em torno da fogueira, às letras piegas do final da carreira e ao culto semi-religioso em torno do vocalista Renato Russo, a banda de Brasília pode ser vista aqui ainda com a pegada forte de inspiração punk e pós-punk que marcou sua melhor fase. As canções mais diretas, como “Tédio” e “Será”, se saem particularmente bem nas versões ao vivo, mais cruas e energéticas do que em estúdio.
No final do programa, os dois grupos se unem numa versão épica de “Ainda é Cedo” da Legião, que começa citando a introdução da clássica “Jumpin’ Jack Flash”, dos Rolling Stones. Herbert Vianna aproveita o ensejo para mostrar que, acima de tudo, é um guitarrista de rock, enquanto Renato Russo presta homenagem aos heróis do rock and roll.
Entre as faixas, o especial traz depoimentos de personalidades da época, alguns interessantes e pontuais, como o do político Fernando Gabeira e outros inexplicáveis como o do ator Tony Ramos. Renato e Herbert também aparecem falando sobre rock e relacionamentos.
Nos extras, quatro apresentações dos Paralamas e três da Legião no Globo de Ouro entre 1984 e 1987, além do antológico clipe de “Que País é Este” feito para o Fantástico, que vale pela mistura de imagens de protesto com o charmoso padrão de edição dos anos 80.
Ivete Sangalo Lança Musica nesta Quinta-Feira (23/4/09)
Faixa faz parte do CD e DVD ‘Multishow Registro – Pode entrar’.
Trabalho tem participação de Marcelo Camelo e Lulu Santos.
Ivete Sangalo lança nesta quinta-feira (23) a música inédita “Agora eu já sei”.
A faixa nova é o primeiro single do CD e DVD “Multishow Registro – Pode entrar”, previsto para ser lançado em junho.
As gravações foram feitas no estúdio caseiro da artista baiana e contaram com as participações de Marcelo Camelo, Maria Bethânia, Lulu Santos, entre outros.
A letra de “Agora eu já sei” foi composta por Ivete em parceria com Gigi, integrante da Banda do Bem.
Dia Nacional do Choro homenageia o aniversário de Pixinguinha
Artista foi um dos grandes mestres da música brasileira.
Ele deixou um legado de inúmeros clássicos, como ‘Carinhoso’.
Vinte e três de abril, Dia de São Jorge, é também o Dia Nacional do Choro. Comemorada desde o ano 2000, a data homenageia o nascimento do carioca Pixinguinha, um dos grandes mestres da música brasileira. De acordo com os biógrafos Marília Trindade e Arthur de Oliveira, a certidão de batismo do músico atesta o ano de 1897 como a data correta de seu nascimento – nesta quarta (23) ele faria, portanto, 112 anos.
Ainda na infância, Alfredo da Rocha Vianna recebeu de uma prima o apelido de Pizindim ou Pizinguim, que significa “menino bom”. Em outra hipótes, a alcunha seria uma corruptela de “bexiguinha”, já que quando criança ele teve a face marcada por varíola. Após várias transformações, ele se tornou Pixinguinha, nome com o qual fez carreira e ficou conhecido por todo o país.
O músico morreu em 1973 de problemas cardíacos, quando seria padrinho de um batizado, em pleno domingo de carnaval (17 de fevereiro), no mesmo momento em que a famosa Banda de Ipanema começava a desfilar. Ele deixou um legado de inúmeros clássicos, com arranjos e interpretações ímpares, entre eles “Carinhoso”, “Ingênuo” e “Lamento”.
Segundo informações do “Dicionário Cravo Albin da Música Brasileira”, sua mãe casou-se duas vezes e teve um total de 14 filhos. Alguns deles seguiram carreira musical e levaram Pixinguinha junto: seus irmãos Léo e Henrique o ensinaram a tocar cavaquinho, e em pouco tempo ele já acompanhava o pai nos bailes.
Por volta de 1908, compôs sua primeira música, “Lata de leite”. Em 1911, começou sua trajetória artística apresentando-se no carnaval como integrante da orquestra do grupo carnavalesco Filhas da Jandira, no qual o diretor de harmonia era o seu professor, Irineu de Almeida.
Durante sua vida Pixinguinha recebeu cerca de 40 troféus e colocou o choro definitivamente entre os gêneros da música popular, mas morreu na pobreza.
Fonte: G1 Notícias – g1.globo.com
Pixinguinha tocando Carinhoso no sax com Benedito Lacerda na flauta e conjunto regional não identificado acompanhando.